O Movimento Empresarial pela Saúde (MES) reuniu, em São Paulo, lideranças empresariais, especialistas e gestores públicos para debater os desafios e as oportunidades da transformação digital na saúde. O encontro destacou temas como integração de dados, inovação tecnológica e novos modelos de cuidado, fortalecendo a articulação entre os diferentes atores do setor.
Com o privilégio de representar a Dra. Ana Estela Haddad (SEIDIGI/MS), na reunião do Conselho Estratégico Institucional – SESI, em 02/06/26, apresentei as reflexões:
🔹 A interoperabilidade é muito mais do que tecnologia. Ela é a base para a construção da Saúde do Futuro, permitindo modelos orientados por desfechos clínicos, valor e experiência das pessoas. É o que viabiliza iniciativas como as Ofertas de Cuidados Integrados (orientado em valor e desfecho clínico), fortalece a integração entre SUS, saúde suplementar e rede privada, apoia a Saúde do Trabalhador e prepara o sistema para responder ao desafio da longevidade da população brasileira.
🔹 A interoperabilidade é uma jornada contínua. Ela exige inovação permanente, padrões informacionais, protocolos clínicos, governança, segurança e confiança. Mais do que sistemas, depende do engajamento de pessoas, instituições e lideranças. Nesse contexto, o Laboratório InovaSUS busca conectar governo, universidades, empresas, centros de pesquisa e serviços de saúde para acelerar soluções voltadas aos desafios estratégicos do país.
🔹 A transformação digital depende de compromisso institucional. A parceria entre o Ministério da Saúde e a ONA, materializada no Manual de Acreditação em Saúde Digital: Telemedicina e Telessaúde, representa um importante instrumento para fortalecer a qualidade, a segurança, o desenvolvimento organizacional e o engajamento dos profissionais de saúde.
🔹 A SEIDIGI está construindo as bases da Saúde do Futuro. A consolidação da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), a implementação do Programa SUS Digital, a expansão da Telessaúde, o fortalecimento da inteligência analítica e os instrumentos de governança e maturidade digital estão criando uma infraestrutura estratégica para sustentar novas formas de cuidado, gestão e inovação em saúde, com visão para 2030 e 2050.
Poucos países reúnem simultaneamente como o Brasil um sistema universal de saúde, uma infraestrutura nacional de interoperabilidade em expansão, uma agenda robusta de Saúde Digital e um ecossistema crescente de inovação.
O desafio agora é transformar esses ativos em uma nova geração de cuidados: mais integrada, mais inteligente, mais sustentável e mais humana.
Porque, ao final, o objetivo não é apenas conectar sistemas.
É conectar pessoas, trajetórias de cuidado e oportunidades de vida ao longo de toda a jornada de cada cidadão brasileiro.
Imagem: IG @conselhonacionalsesi
